Mar 27

Doutor JuNiOr, o blog, continua em stand by até segunda ordem. O “doutor” de carne e osso, vulgo eu, por sua vez segue em “período sabático” - só pra citar a expressão que virou moda depois que Gloria Maria entrou na geladeira da Globo.

Desde que tranquei a facu, tenho me dedicado ao ócio, lido livros, visto filmes e, confesso, assistido muuuuita televisão, que eu não sou nenhum marajá.

E, por falar em televisão, o que foi essa oitava edição do BBB!? Como todo mundo eu adoro falar mal do Big Brother, mas é só ouvir os primeiros acordes daquela música cafonérrima que o Paulo Ricardo fez para o programa que não consigo mais desgrudar os olhos da telinha.

Boninho se superou dessa vez, não por inovar o formato que (finalmente) começa a dar sinais de cansaço, mas ao optar por reeditar tipos já consagrados pela atração: o caipira ishperrrto, a(s) gostosona(s) de cabeça vazia, o pitboy que se orgulha de nunca ter lido um livro, o gay bem sucedido, enfim, todos os estereótipos já explorados em outras edições estavam lá. E, como não poderia deixar de ser, o resultado foi catastrófico: mais do mesmo. Ponto para a concorrência!

Felizmente o filho do ex-todo-poderoso da Rede Globo, que adorava jogar ovos na cabeça de prostitutas quando adolescente, se deu conta da grande bobagem que havia cometido e passou a bombardear os participantes com toda idéia mirabolante que lhe viesse à cabeça: e tome big fone, paredão triplo, a resistência física e mental levada ao limite e estava garantida a diversão!

Durante os três últimos meses ninguém falou em outra coisa, o campineiro Rafinha levou a bolada de um milhão, todo mundo se apressou em dizer que já sabia (sei, sei) e agora que acabou podemos retomar nossa rotina. Que venha o BBB9!

Jan 26

Não fazia nem 10 minutos que o pessoal aqui de casa tinha saído, para o baile de formatura do meu primo, quando o telefone começou a tocar. Achei estranho, pois raramente o telefone aqui de casa toca depois das 22h., mas mesmo assim fui atender.

Ao ver um número de celular no identificador de chamadas logo imaginei que alguém tivesse esquecido alguma coisa, mas para minha surpresa do outro lado da linha havia uma voz afetada, aos gritos:

- Pai, socorro, pai, uns bandido (sic) me pegaram e eu tô com uma arma apontada pra minha cabeça!!!

Por mais que já tivesse ouvido falar centenas de vezes, em praticamente todos os meios de comunicação, sobre o tal golpe do falso seqüestro, confesso que imediatamente procurei ligar a voz esganiçada à de algum conhecido.

A adrenalina era tanta que, embora eu não tenha filhos, por uma fração de segundos me esqueci que a pessoa havia falado a palavra “pai” e automaticamente pensei no meu sobrinho de 15 anos. Felizmente consegui manter a calma e inventei um nome qualquer:

- É você, Alex?

- É… - disse a voz sem muita certeza - é eu mesmo (sic) e eles tão falando que se você não der dinheiro pra eles, eles vão estourar minha cabeça.

Aquela altura do campeonato eu já havia me dado conta de que se tratava do batidíssimo golpe e, num misto de alívio e sadismo, saí com uma frase que, mais tarde, fumando um cigarro enquanto digeria toda a história, nem mesmo eu acreditei que tinha dito:

- Então morre, filho-da-puta!